O Sesc - Pompéia é um lugar que não deve ser subestimado, acreditem, mesmo na terceira visita ele ainda me impressiona.
Claro numa primeira vista, você se encantará com as passarelas que ligam as grandes torres destinadas a atividades esportivas, os ragos, desenhados pelO arquitetO Lina Bo Bardi, que fazem as vezes de janelas para as quadras, tudo isso captará sua atenção em um primeiro momento.
Depois de passado esse primeiro impacto, volte pela alameda central de seixos rolados, olhando para os dois galpões de tijolo aparente a sua volta, lembre-se que aquilo é tudo original, da época da fábrica de tamborzinhos. Entre no primeiro galpão destinado a uma grande área comum de permanencia, olhe a sua volta, com certeza você verá que ele estará tomado por velhinhos jogando damas, crianças fazendo suas tarefas de casa, gente lendo revistas, conversando, e isso é o que mais me impressiona no Sesc-Pompéia, a vida que toma contado edifício, como a sociedade se apropriou do espaço.
Sente-se em um dos sofás e olhe para toda a estrutura, ainda original, ali Lina da uma lição de quando intervir, quando fazer algo totalmente novo e quando apreciar, se apropriar e aproveitar o que já existe. Indo para o teatro de arena, você verá mais uma vez a relação harmonica da construção original e do posterior. O mobiliário do teatro, desenhado por Lina, também merece destaque, todo em maderia, cadeiras "anti-acomodação".
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SENHORAS E SENHORES, A FAU_USP
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