BIENAL FOTOGRAFADA
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
dia X - the scene is fascination man
Numa viagem com o objetivo de visitas arquitetonicas, evidente que o Museu de Artes de São Paulo seria uma das paradas do roteiro. Depois que você se admirar com o vão, com os porticos imensos, reparem na relação dele com o entorno, como o seu vão não foi só um capricho, mas uma solução que libera um enore respiro na avenida Paulista. O que mais me empolga a respeito desse projeto é o sistema estrutural, o esquema de porticos, a laje apenas apoiada e a outra suspensa por cabos.
E pra fechar, como toda boa viagem, um souvenir.
E pra fechar, como toda boa viagem, um souvenir.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
dia três - da deselegância discreta
O centro.
São Paulo inteira é uma cidade com a qual me identifico muito. Mas particularmente com o centro. As histórias da minha familia, quatrocentões misturados a italianos e portugueses, não podia ser mas típicamente paulista, e se confundem com as próprias histórias da cidade.
São Paulo inteira é uma cidade com a qual me identifico muito. Mas particularmente com o centro. As histórias da minha familia, quatrocentões misturados a italianos e portugueses, não podia ser mas típicamente paulista, e se confundem com as próprias histórias da cidade.
Dos edifícios que visitamos, o mais marcante, com certeza, é o Copan. Caracteristico das construções modernas, é carregado de ideal. Uma pequena cidade dentro da grande cidade. Analisado mais a fundo vemos que suas curvas não vêm apenas das curvas femininas, Niemeyer é sim mais que isso, mais que essa idéia romantica de um formalismo que apenas homenageia o belo. A implatação justifica as curvas, que garantem o melhor conforto térmico, recpção de ventos, permeabildade, relação de sombras e insolção. Quando compreendido o cuidado do projeto, quanto a todas essas questões, ele fica ainda mais belo.
Todo o passeio pelo centro é um aula de arquitetura, com destaque para o edifício do IAB, que faria bom uso de mais atenção e conservação, claro. A praça patriarca ainda não me conquistou por completo, ainda acho aquela cobertura muito agressiva, e desproporcional a escala do local, mas...
sábado, 23 de janeiro de 2010
dia dois - this charming... place
O Centro Cultural São Paulo, para mim era uma das vizitas mais esperada, uma vez que era um dos únicos lugares que eu ainda não conhecia. O primeiro olhar descuidado logo se impressionou com as rampas, "algo que hoje NUNCA seria aprovado", foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça, sentindo um pouco de inveja de quando havia menos regulamentações e mais liberdade de projeto. Enfim, as rampas são belissimas, resolvem a integração dde níveis muito bem, e oferecem um passeio pelo Centro Cultural. Implantado em uma sobra de terreno as margens de um avenida movimentada, o Centro pode passar despercebido, um paredão coberto de vegetação que se camufla na paisagem. O projeto é bem sucedido quanto ao uso, uma vez que a população se apropriou intesamente do edfício.
Há uma área externa com jardim, que está 24 horas aberta, como uma galeria, o projeto se resolve muito bem como uma extensão da cidade, passa a impressão de estar interamente a disposição do moradores, o que sinceramente me encanta.
A cobertura e a estrutura são muito bem resolvidas com estrutura metálica, e se dispõe com leveza, o pilares e vigas metálicos se curvam ao receber as passarelas e a cobertura em sí, distanciando a imagem de um monolito estrutural, pesado, rígido.
Por fim o teto jardim, além de mirante para a cidade se propoe como um local de permanência de muita qualidade, um respiro urbano.
dia um - uma média que não seja requentada
O Sesc - Pompéia é um lugar que não deve ser subestimado, acreditem, mesmo na terceira visita ele ainda me impressiona.
Claro numa primeira vista, você se encantará com as passarelas que ligam as grandes torres destinadas a atividades esportivas, os ragos, desenhados pelO arquitetO Lina Bo Bardi, que fazem as vezes de janelas para as quadras, tudo isso captará sua atenção em um primeiro momento.
Depois de passado esse primeiro impacto, volte pela alameda central de seixos rolados, olhando para os dois galpões de tijolo aparente a sua volta, lembre-se que aquilo é tudo original, da época da fábrica de tamborzinhos. Entre no primeiro galpão destinado a uma grande área comum de permanencia, olhe a sua volta, com certeza você verá que ele estará tomado por velhinhos jogando damas, crianças fazendo suas tarefas de casa, gente lendo revistas, conversando, e isso é o que mais me impressiona no Sesc-Pompéia, a vida que toma contado edifício, como a sociedade se apropriou do espaço.
Sente-se em um dos sofás e olhe para toda a estrutura, ainda original, ali Lina da uma lição de quando intervir, quando fazer algo totalmente novo e quando apreciar, se apropriar e aproveitar o que já existe. Indo para o teatro de arena, você verá mais uma vez a relação harmonica da construção original e do posterior. O mobiliário do teatro, desenhado por Lina, também merece destaque, todo em maderia, cadeiras "anti-acomodação".
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SENHORAS E SENHORES, A FAU_USP
Prefácio
Pela terceira vez na viagem de estudos a São Paulo, ja virou quase um tradição. Mas ao invéz de visitar os edificios mecânicamente, como se tivesse visto tudo aquilo "n" vezes, cada vez há um novo olhar, novos detalhes que perdi no ano passado, novas vivências no espaço. Sobre essa perspectiva, aqui escrevo um Manual do Arquiteto Viajante. O que um arquiteto(ou quaquer usuário, visitante...) com olhar curioso não pode deixar de reparar, na minha humilde opinião, em cada um dos espaços visitados.
Boa viagem
Boa viagem
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